Anna Bemvinda: uma santista na abolição


Reunião/jantar do Clube dos 21 Irmãos Amigos de Santos.
Parceria cultural com a AFCLAS e o IHGS – Instituto Histórico e Geográfico de Santos.
Restaurante Le Coq D’Or – 20 de maio de 2015.
Homenagem ao Dia das Mães

Excelentíssima Senhora
Elisabeth Ramos Antoniette
Presidente do Clube dos 21 Irmãos Amigos de Santos
Excelentíssimo Senhor
Adelson Portella Fernandez
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santos
Senhoras e Senhores,
Estimadas confreiras:

Elisabeth solicitou-me conversar sobre o Dia das Mães.

Creio que temos, ao proferir a palavra “Mãe”, imagens muito particulares da figura materna enraizadas em cada história de vida.
Se indagasse, neste momento: - o que é ser mãe?
Provavelmente, haveria diversidade de conceitos. Mas... à pergunta: qual sentimento envolve a díade mãe-filho?
Certamente, ouviríamos: o Amor.
Sim, o amor – seiva da vida – que nutre o ser humano desde a sua concepção até a despedida da vida terrena. Quiçá, além desta vida...
Entendo que a relação mãe-filho é um compromisso de almas, de tal magnitude que palavras não conseguem expressar.

Então, como celebrar, hoje, o Dia das Mães - mui querido e festejado no lar e na Escola?
A força do pensamento conduziu-me a espaços significativos de minha infância e adolescência. Evocou lembranças e as fiz presentes.
Nos primeiros anos do Curso Primário, ouvia e recitava Ser Mãe, de Coelho Neto:

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração!...

Àquela época, aos seis ou sete anos de idade, simplesmente memorizava os versos. Não depreendia o significado.
Na festa escolar, mães se emocionavam, talvez, por compreenderem a mensagem de forma mais profunda, mais real e compatível com seu papel.
No Curso Ginasial, entoava o Hino às Mães - hino oficial do Liceu Feminino Santista -, escrito pelo poeta santista Vicente de Carvalho com música de Oscar Ferreira. Sentia os versos penetrarem na minha alma. Observava o semblante de minha mãe a irradiar amor.
Salve Mães! Sede benditas
Como sois amadas!
Nós amamos e bendizemos
Como aprendemos de vós!

Vossa ternura infinita,
Vossa infinita afeição,
Caíram em nossas almas
Como a semente no chão!...

Salve, Mães! Sede benditas
Como sois amadas!...

Sim, sede abençoadas, mães aqui presentes ou em outra esfera a nos aguardar para um feliz reencontro. Sois a criatura enviada por Deus para, sob Seus eflúvios, amar, cuidar e proteger dos males físicos, emocionais e sociais os filhos que gerastes ou aqueles a quem acolhestes em vossos braços e corações amorosos. Mas sois, também, o ser humano desejoso por sentir-se amado, respeitado e admirado pelo filho.
Senhoras e senhores:
Até este momento, quem vos falou foi uma filha, que agora cede lugar à mãe, cujo papel me enriquece o espírito e conforta-me o coração.
Penso que nossa missão principal é incentivar o progresso moral de nossos filhos. E, mediante o exercício da fraternidade e da solidariedade, educá-los e orientá-los para a vida.
Não somos espectadoras da evolução dos filhos. Somos co-protagonistas, parceiras na escritura do livro de sua existência.
Parafraseando Vicente de Carvalho, deixemos que nossa ternura e afeição infinitas penetrem na alma de nossos filhos, germinem e floresçam no jardim das próximas gerações.

Ana Lúcia de Souza Feijó da Silva
Membro Fundador – Titular da Cadeira nº 7, da Patrona Antonietta Rudge.

Rua Fernão Dias, 34 - sala 11 -
Tel.: (13) 97419-2434 ID: 35*60*38491 - Gonzaga - Santos

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